lunes, 15 de junio de 2015

Tipologias da Corrupção

Introdução:


(Faço  cá a tradução do meu comentário  da corrupção feito faz já trés anos, pero que segue alta e escandalosamente vigente na vida cotidiana dos países e particularmente nos nossos governos)
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E conveniente aprofundar sobre um fenômeno que a cada dia  agrava-se em nossos governos, “a corrupção” como conduta escandalosamente predominante entre seus altos funcionários. A que se debe este fenômeno recurrente?, Quais são as características dos que fazem dela uma forma de vida?, Serão causas externas ao indivíduo as que o levam a cometer crimes?. São eficientes as normas legais que penalizam ditas condutas? Que podem fazer as pessoas comuns para frear a corrupção?. Que efeitos tem a permissividade e recurrência desta prejudicial conduta nas nações afetadas?  Estas e muitas outras perguntas nos obrigam a fazer uma reflexão profunda deste fenômeno político-sócio-cultural  que como câncer em etapa de metástase  desparrama-se nas emaranhadas redes do poder político dos governos “terrícolas”.

Já Jean Jacques Rousseau tinha dito “o homem é bom por natureza, mas é a sociedade que o corrompe ", ao contrário de visão romanista que o homem é mau por natureza (pecado original) e que é uma função da sociedade (igreja) endireitar seus caminhos para faze-lo um homem de bem.  Será que alguns destes pontos de vista tem a ração? ou  como Aristóteles e John Locke:  vamos pensar melhor do que todo homem nasce como uma "tabula rasa", ou seja, como uma folha de papel em branco na qual desde o nascimento (e talvez até mais cedo)  se começa a gravar -por sua interação com seu meio ambiente-, os fundamentos que controlam seus impulsos e governam sua conduta ao longo da sua vida?. (Empirismo epistemológico).

Sem dúvida, o indivíduo nasce com certas habilidades, as que entrando na época, uma vez que cresce e se desenvolve em sua constante experiência e interação com o ambiente circundante. Chamar-lo de bom ou ruim não tem sentido. Serão as decisões e conduta que adote na sua vida adulta, no uso de seu livre arbítrio, as que vão definir na sociedade em que mora, se ele foi moldado de acordo com o  ideal dos valores  prevalecentes.  Acho sim distinto o conceito cristão de inocência (quem não tem culpa alguma) próprio da meninice  humana, a qual vai-se perdendo gradualmente a medida que cresce e se torna consciente de si mesmo como  individuo especial, único e distinto aos outros (com carácter e individualidade próprias) e de que seus atos tem efeitos (positivos ou negativos, bons ou maus) não só para si, más também para seus semelhante e para o meio circundante.

Agora bem, Ignorar o rol dos homens adultos (pais, grupos de pares, escola, sociedade) no resultado final dos seus novos membros, é não entender nada como esse conjunto de capacidades e características individuais podem ser conduzidas  para comportamentos  socialmente desejáveis, aceitados e proveitosos para o homem no seu sentido genérico e para o ambiente em que mora. Hoje vemos que, graças à influência da "psicologia moderna", limitou-se significativamente a liberdade dos pais e da escola para exercer em seus filhos e alunos o direito de aplicar métodos coercitivos  (prêmios e castigos) ao fim de que eles se comportem  dentro das condutas que são socialmente aceitas.  O argumento é que esses métodos geram traumas difíceis de superar.   Não há dúvida de que a punição excessiva os gera ao igual que os prêmios inadequados, pero também a falta de regras claras de padres para os seus filhos e a falta de autoridade na escola para lidar com condutas anômalas e violentas entre os estudantes; dão origem a fracassos por vezes muito piores, como por exemplo, a falta de respeito dos filhos aos pais, a violência juvenil, o consumo de álcool e drogas e seus efeitos nocivos no individuo, a família,  a sociedade, etc. Pais permissivos e contemplativos  tem filhos que consideram que quebrar as regras é algo natural, desejável e benéfico. O mesmo se aplica a outros grupos sociais incluído a escola e a sociedade em geral. O direito positivo em questões de família impõe pesadas multas sobre os pais que se atrevem psicológica ou fisicamente punir seus filhos e, sob a antiga legislação, também aplicam-se condenas a pais cujos filhos menores que, tendo cometido delitos, hão feito danos a terceiras pessoas.  Como diriam meus compatriotas  aplicando o ditado popular, “paus porque remam e também paus porque não remam”. Estas intervenções "supostamente modernistas e avançadas" da sociedade no domínio da família, sem indicar claramente quais dos tipos de punições ou prêmios dão origem a traumas graves e quais  são ou tem sido claramente benéficos na educação familiar dos filhos, só contribui para fomentar a confusão e incapacidade das famílias para gerar  filhos respeitosos dos valores e normas que a mesma sociedade modernista pretende defender.

Assim então estão dadas as condições para que a corrupção prospere, se estenda e cruze todos os níveis sociais das nações. Desde o  indivíduo que considera normal cozinhar la galinha do seu vizinho que voou para seu quintal traspassando os limites de seu galinheiro; passando pelo funcionário que considera legal usar folhas, lapises, envelopes, o telefone e até mesmo  veículos da empresa onde trabalha para fins pessoais durante o horário de trabalho; pelo aluno que está acostumado  em colar nas provas escolares para melhorar as suas qualificações; pelo empresário que esconde suas rendas para pagar menos impostos; até aquele enaltecido político que consegue ficar rico usando dados confidenciais desviando receitas fiscais, o vendendo regalias para se enriquecer ilicitamente. A corrupção atual  tem-se instalado em todos os cantos da sociedade, cruzando todos los estratos sociais, as instituições, sejam públicas ou privadas e pior ainda, todos os níveis dos poderes do estado.

Crise da ética contemporânea:


Não podemos negar que a corrupção como o comportamento é tão antiga quanto o homem. No entanto,  o ideal de sociedade que esperamos construir, especialmente no mundo ocidental, com forte influência cristã, é aquela em que certos valores são altamente valorizados e  procurados para ser promovidos e vividos pelas maiorias.  Quais são? Há uma longa lista deles e, por tanto, sem ser exaustivo, vou mencionar alguns que considero os mais importantes. Eles dão-se  normalmente em pares  antagônicos e expressam o que, social e em o possível individualmente, e  considerado como bom, desejável, agradável; ou bem  mau, indesejável, prejudicial.

Amor-ódio: especialmente naquela sentencia que nos faz olhar para nosso próximo como um igual, onde o amor deve, de preferência  se  igualar  ao sentimento e  percepção que temos de nós mesmos. Como Erich Fromm disse, amar é dar é mais especificamente "dar-se",  pero generalmente estamos mais preocupados de  receber amor e não de desenvolver a própria capacidade de entregá-lo. É nesta entrega altruísta  e incondicional onde os homens alcançam o mais alto nível de convivência harmoniosa e inclusiva. Não há melhor antídoto para acalmar a violência, o sentimento de rejeição e marginalização, e até mesmo o ódio, do que agir expressando amor para nosso próximo. Hoje olhamos  como cresce o ódio e míngua o amor. O vizinho, que se cuide  por si mesmo. Se for bem sucedido, esperamos que seja por pouco tempo, porque a inveja e a cobiça obnubilam o pensamento e a prosperidade dos nossos vizinhos nos faze destacar a nossa própria pobreza, as nossas limitações. Se nós somos ricos e abençoados, então vemos  esse próximo  crescer como um inimigo potencial que pode nos igualar a até mesmo varrer  do patamar  sobre o cual acreditamos ter alcançado e não vamos poupar esforços em colocá-lhe obstáculos ou pedras no seu caminho para impedi-lo.

Paz-guerra:  Se amamos, o paz e harmonia na sociedade humana é o resultado natural. Por outro lado, a guerra e os conflitos ocorrem quando o ódio mútuo tornar-se-há insuportável. Pois o ódio cega, e como machos em cio arremeteremos contra nosso adversário até abater-lo, ou  forçá-lo a retirar-se ou submete-lo sob a nossa vontade ou vice versa.

Liberdade-opresão: O homem é livre, pero sua liberdade tem limitações. É livre desde que nasce, mais dependente dos seus semelhantes. Ele não vai crescer e atingir seu pleno desenvolvimento senão pela influência e interação com seus pais, seus pares e até mesmo seu ambiente. Por isso a liberdade é um bem cuja experiencia debe estar em harmonia com o meio social e natural. O Homem deve portanto, garantir que sua liberdade não inclua condutas que danifiquem essas inter-relações. Aqueles que submetem e impedem seus próximos exercer esse direito, o oprimem e restringem.  Assim, viver em liberdade significa viver com responsabilidade social e ambiental.

Honestidade-corrupção:   Aqui entramos diretamente para o tema deste comentário. Um homem honesto é aquele que opera com a consciência de que suas ações não podem prejudicar os direitos de terceiros. Na verdade quase todo mundo quer ser honesto, íntegro e reto, mas, aparentemente, esse valor está em oposição com  outro  altamente desejado: O sucesso e, em especial, o sucesso econômico. E é aí onde define-se o comportamento que vai prevalecer dai pra frente ante ambos valores.

Muito tem sido dito que quase todo homem tem um preço e esse preço é um valor para o qual deixará se seduzir (ou vender)  por ser bem sucedido economicamente, em declínio ou as custas de sua honestidade. Ou seja, fará condutas ilícitas -sabendo que pode ser punido se  descoberto- pela tentação ou  a possibilidade imediata de  dispor de recursos, status, o serviços que o farão -ante seus pares e a sociedade em geral-, como um homem de sucesso.

Sucesso-fracasso:  Nossas sociedades, desde seus começos,  tem exacerbado e exaltado o sucesso. Na vida animal, o macho e fêmea alfas são aqueles que tem determinadas características que os torna mais adequados para dominar ou exercer a liderança em seu grupo, para procriar quase com exclusividade projetando a sua herança genética e com isso preservando as características únicas desses indivíduos.  Experimentos com ratos mostraram que os indivíduos omega, que parecem mais corpulentos e lustrosos, ficam na periferia do grupo social, se submetem se afastando sem brigar e sem qualquer direito de constituir seu próprio harém e, portanto, como diria um psicólogo da velha guarda, estão “castrados psicologicamente”. No meio, há um grupo de potenciais alfas que são os “bandidos” do grupo. São oportunistas, agindo em gangues e, se o macho alfa é negligenciado, entrarão em sua toca, copularão com suas fêmeas pela força e pisarão seus filhotes. Este tipo de comportamento foi observado com algumas variações menores em muitas outras espécies. Não  parece algo semelhante ao que acontece em nossos grupos urbanos?

Certamente, o homem bem sucedido é quem tem aceso com extraordinária facilidade as posições de poder, porque o seu comportamento ético tem  auto controles flexíveis  que, segundo a oportunidade, não hesitara em violar as regras para subir os degraus  que o levem ao topo. O medo da punição não o perturba, porque sabe que estando na cúspide, terá uma grande gama de alternativas para evitar a punição, mesmo o uso da força e a repressão, apesar do olhar indignado dos ômegas. Literalmente “cagam-se” nas regras e os direitos das maiorias de ter uma liderança que lhes proveja  igualdade de oportunidades (homens e mulheres alfas). Por que então da-se em nossas democracias “o fracasso dos fracassados”  em escolher uma liderança onde o sucesso posa se avaliar, apreciar ou valorizar sobre a base do comportamento honesto dos seus representantes?. Uma resposta simples é talvez porque a honestidade como valor está bem abaixo dos benefícios concedidos pelo sucesso a quem o detém.  (Este tópico: Sucesso-fracasso, é o tema de um ensaio que vou postar mais tarde).

Justiça-ilegalidade: Contrariamente  do dito sobre o sucesso-fracasso,  a justiça como valor não está sendo apreciada pela liderança no poder como altamente desejável. Portanto, os limites da justiça e da ilegalidade tornaram-se turbos, ou emaranhados e labirínticos, basicamente, porque os grupos de poder que tem a responsabilidade de legislar, estão altamente emparentados por laços de sangue, amizade ou ideológicos com os outros poderes dos estados, por isso agem se protegendo para impedir que sua conduta desonesta, ilícita, corrupta ou prevaricadora seja objeto de punições exemplares. O resultado é a permissividade de corrupção, como é evidenciado pelo grande número de casos que são indeferidos pelos juizados, prescritos pela negligência intencional de agir fora do tempo, ou por ser corporativamente encobertos. A percepção da impunidade para estes crimes e a falta de credibilidade dos sistemas judiciários é o resultado natural na consciência das maiorias onde  pequenos delitos as vezes tem pesadas sanções, enquanto os grandes criminosos  se mostram como senhores e como pavões exibem-se em liberdade e opulência.



Tipos de corrução:

No domínio da administração do Estado e da iniciativa privada, toda conduta corrupta envolve um abuso de poder ou um uso discricionário da posição privilegiada de um funcionário  (empregado público ou privado) para atuar por fora do que é lícito ou permitido. A forma mais comum é: seguinte:

1.- O enriquecimento ilícito: É um dos comportamentos que mais se destaca na mídia, quando algum alto funcionário cai na desgraça de ser pego desviando recursos do tesouro nacional ou privado para aumentar a  sua receita ou patrimonio. Aqui destacamos várias categorias;

   - Aumentos discrecionários  de salarios ou asignações salariais no permitidas.
  - Cobranças excessivas ou fictícias em diárias, horas extras. Isso inclui a adulteração de registros de emprego, tais como cartões de assistência ou livros.

 - Uso de bens e serviços destinados à execução dos deveres do trabalhador, em coisas pessoais. Lembro-me do caso de uma Subsecretaria no Chile que usou a van do seu ministério, incluindo o motorista para o transporte de morangos de seu negócio de família aos seus clientes. Casos como este são comuns em níveis mais baixos do aparelho do Estado.

 - Cobrança de comissões e subornos (ou propinas) na atribuição do dinheiro usado para financiar projetos.

 - Tráfico de influências.

- Recebimento ilegal de presentes. (veículos, depósitos vultuosos em conta corrente no exterior, paraísos fiscais, pago de ferias maravilhosas, empregos após o término dos seus mandatos, etc.

 - Pagamento de obras, projetos ou serviços inexistentes.

2.- Nepotismo:  Isso é favorecer aos familiares, (mais também deve-se incluir os amigos, os partidários ou empresas de estos), passando por cima de aqueles que preenchendo as qualificações ou méritos, seriam os legítimos vencedores das vagas ou dos  projetos em licitação.  É comum que os altos funcionários, incluindo "honoráveis" parlamentários que favorecem a contratação de membros da sua família (esposas e filhos geralmente) em funções que lhes dá o seu mandato, de modo que "cortar", na distribuição do "bolo", a maior porção para a família ou para os amigos do seu partido. Isso inclui a criação de empresas de fachada com tal família ou amigos para que eles possam acessar os recursos disponíveis.

3.- Evasão fiscal ou fraude ao fisco:  É o comportamento de muitos contribuintes que por lei devem declarar os seus rendimentos ou lucros, pero que evitam incluir ditas rendas ou parte delas, ao fim  de diminuir o pago de impostos. Isto dá origem ao chamado dinheiro sujo que geralmente vêm de atividades ilegais, mas também atividades lícitas não declaradas. Por isso eles tentam manter em dinheiro vivo ou em contas no exterior, para que a Receitas Federal ou a entidade encarregada de recolher ditos impostos  não chegue a saber deles. Outra maneira nos negócios das famílias ou empresas familiares é dividir as rentas, ganhas por um dos integrantes da família, entre os membros adultos, para que eles não alcançam o teto, onde a taxa de imposto é significativamente maior.

Paralelamente a evasão fiscal,  conduta ilícita que merece sanções fortes, está a elução, conduta que não envolve nenhum crime, uma vez que constituem resquícios  ou lacunas legais as que são utilizados por não declarar lucros ou rendimentos.

4.-  Suborno e prevaricação: Embora o termo prevaricação geralmente aplica-se quase exclusivamente no domínio da justiça, cá o estou usando no seu sentido geral,  como aquela conduta intencional que entorta ou impede a aplicação correta do direito com o fim de favorecer arbitrariamente  uma das partes. Neste sentido, a sua aplicação é muito mais ampla e geralmente envolve qualquer funcionário que, no exercício das suas funções, age parcialmente para beneficiar de forma arbitraria um individuo ou empresa.Como dita conduta está geralmente associada a um benefício adicional para o prevaricador seja imaterial ou mas comummente econômico, teremos ai a sua íntima relação com o  suborno ou propina Assim então,  comete suborno  aquele que oferece ou concorda dar dinheiro, um bem, um presente, uma doação  ou um serviço para obter tratamento preferencial, uma decisão judiciaria favorável, a adjudicação dum concurso ou contrato, o desaparecimento de um arquivo ou prova  desfavorável, e prevarica quem recebe tal suborno ou propina, ou a solicita para agir em conformidade com as exigências e desejos do primeiro.

Este tipo de corrupção é dos  mais comuns e vai, desde o político que distribui presentes (sanduíches, churrascos, vinho, cestas, alimentos ou outros objetos)  para seus possíveis eleitores para obter votos; passando pelo policial que pede propina ou dinheiro para não aplicar uma sanção ou evitar uma  prisão, em conluio com o que dá o tal suborno; ao juiz venal que aplica sentenças arbitrárias omitindo a correta aplicação das leis que o caso merece.

Uma forma dissimulada de este tipo de corrupção é o costume dos políticos para arrecadar dinheiro para financiar suas campanhas com dinheiros colhidos entre empresas ou empresários particulares no subentendido de “se eu ganhar a corrida” (ser eleito no cargo pretendido), tais doadores serão bem recompensados. Isto significa, na prática, a venda antecipada de privilégios, apoio de iniciativas legislativas de interesse dos doadores ou rejeição daquelas que poderiam prejudicá-los.

Existem muitos outros tipos de corrupção, os que não vou  abordar neste comentário, principalmente porque os já citados são os mais comuns no campo da política e do exercício do poder no estado. Notavelmente, todos têm uma coisa em comum, que é, obter benefícios ilícitos para si mesmo ou para um terceiro. Como a palavra corrupção tem a origem no verbo corromper: (apodrecer, estragar, deteriorar-se, tornar-se ruim); A partir disso, pode-se concluir que a corrupção, como o comportamento humano deve ser entendido como "um comportamento que fura a legalidade e  visa obter benefícios ilícitos para si ou para um terceiro", que torna-se ao se generalizar entra as redes do poder, em um deterioro moral grave onde as leis em vigência são desrespeitadas e violentados os direitos daqueles que resultam prejudicados por tais comportamentos venais. Este é apenas o reflexo visível de uma sociedade onde a corrupção começa cedo na educação das crianças e segue abrangendo todos os níveis e camadas sociais da mesma.

sábado, 16 de mayo de 2015

Diálogo de sordos



No sin dolor y estupefacción, me enteré del asesinato de dos jóvenes (comunistas, según lo que he leído en la prensa) en Valparaíso durante una marcha de estudiantes en pro de conseguir para Chile y los chilenos, una educación más inclusiva y justa. También he leído las muchas reacciones de personeros destacados del "jet set" criollo, incluido la indignación de Bachelet y también del psicólogo Benito Baranda. Todos junto con condenar tal acto irracional cometido por otro joven quien de un momento para otro se convierte en asesino. La respuesta fácil sin duda es condenar, indignarse, despotricar desaforadamente y con justa razón, como lo hizo la madre de una de las víctimas que no se ahorró garabatos para calificar a ese otro jovenzuelo que cercenó la vida de su hijo, sus luchas, sus sueños. 




Benito Baranda se pregunta desde su palco militante ¿Cuánta ira tenemos que tener para disparar a quemarropa frente a dos vidas que recién empiezan, cargadas de sueños e ideales? ¿Qué le hicimos como sociedad a ese joven que en cosas de segundos se convirtió en asesino de dos inocentes? Cualquier intento para entender las conductas del prójimo, pasan necesariamente por la necesidad de ponernos en el lugar de aquel, y en este caso de aquellos. Culpar a la sociedad por las conductas de sus individuos tiene sus graves riesgos, ya que el mal de muchos suele ser el consuelo de los bobos, como bien reza el adagio popular. No cabe duda que la sociedad como un todo tiene sus culpas, como el fomento del individualismo donde el próximo solo es importante a la hora de servir como puente o escalón para alcanzar los propios ideales o metas, generalmente plagadas de hedonismo y de querer “ser más”, curiosamente, más que nuestros prójimos. Pero, si fuese esa la causa más importante, tendríamos que lamentar muchísimos otros casos similares, afortunadamente los hechos aislados desmienten esa tesis. No sé los detalles, aparte de lo informado por la prensa, pero no cabe duda que además de “puro idealismo” en dichos jóvenes asesinados habían otras conductas deleznables que provocaron esa ira irracional de ‘quien es ahora “su asesino”. Intentar tapar el sol con una criba no suele ser muy efectivo. Junto con indignarnos por la violencia criminal a la que asistimos debemos también indignarnos y condenar esa conducta recurrente de ciertos jóvenes militantes de “meterse entre las patas de los caballos” como diríamos en lenguaje campesino. Esto es, atentar contra el derechos de los demás, ya sea haciendo rayados sobre muros ajenos sin el permiso de sus dueños, o ensuciándolos con afiches y, en otros casos, quebrando ventanales, semáforos, apedreando policías,  etc.  A ningún vecino le hace gracia que le ensucien su muro en el que ha gastado esfuerzos y dinero para mantenerlos limpios y bien pintados para beneficio del barrio y la ciudad. Se puede ser idealista y luchar por lo que consideramos justo, pero no podemos amparar en dichas luchas el vandalismo y el desrespeto a los demás. Sin lugar a dudas hoy el partido comunista chileno tendrá dos nuevos mártires a quien cultuar y homenajear, ignorando su responsabilidad al fomentar conductas inapropiadas. Pero bien sabemos cómo se “cuecen las habas” en dicha tienda, de esconder responsabilidades y sacar provecho de víctimas inocentes de sus tácticas. Nunca van a reconocer el genocidio que han cometido a fin de conseguir sus aspiraciones de asalto al poder para imponer sus tiranías (de los hoy disfrazados de demócratas), como es el caso de los 36 millones de muertos por hambre, opresión o torturas en China, durante el Gran Salto hacia adelante de Mao (hay quienes dicen que son 100 millones, véase los enlaces al final); sin contar las millares (entre 15 a 20 mil) de víctimas del Kmer Rojo en Camboya de las cuales sólo 9 lograron sobrevivir, ni las ocurridas en Rusia, Cuba, y de las que ya comenzamos a conocer en nuestra vecina Venezuela, entre otras muchas.





Imagen tomada de internet
No es menos cierto, que un agravio menor como el que nos ensucien el muro, puede justificar el asesinato. Si fuésemos cuerdos, hubiera bastado un simple diálogo entre las partes. Pero ¿qué diálogo se puede entablar con un drogadicto?. Parece ser que “la cosa” es aún más seria, dichos jóvenes idealistas habrían rechazado el diálogo con el dueño del muro, por lo que insistieron en su empeño de ensuciarlo. Y fue entonces que apareció ese joven exaltado, usuario de drogas, para “apoyar” a su padre y con un arma en su mano. (Esto es lo que deduje después de informarme en diarios electrónicos). Triste espectáculo de la intolerancia humana, de la incapacidad de dialogar, de la manía de creernos con derecho a hacer lo que bien nos dé la gana, Unos para quedar como reyes ante sus pares de camisas o corbatas rojas, y el otro, en el limbo provocado por la humareda de sus auto-libaciones. Solo cabe lamentar una vez más tal diálogo de sordos, junto al dolor que sumaron a sus familias.

Enlaces relacionados:
1.- http://www.elmostrador.cl/opinion/2015/05/16/muerte-insoportable-que-no-nos-falle-la-memoria/
2.- http://archivo.larepublica.pe/06-01-2013/secretos-de-la-hambruna-que-provoco-mao-zedong
3.- http://www.abc.es/internacional/20140808/abci-jemeres-rojos-crimenes-201408081636.html
4.-https://www.epochtimes.com.br/quanto-voce-sabe-sobre-horror-grande-fome-mao-tse-tung/#.VVezLyGqof4
5.-https://www.epochtimes.com.br/nove-comentarios-partido-comunista-chines-capitulo-7/#.VVeyiyGqof4

martes, 11 de noviembre de 2014

Retrospección

Perdido por la premura de enfrentar los desafíos de las contingencias del  día a día, rara vez doy una mirada retrospectiva a lo vivido, salvo cuando algún acontecimiento del presente me hace recordar eventos ya vividos. Por ello, y pese a que sigo atareado por premuras ajenas, igual estoy intentando robar algo de mi tiempo de sueño para hacer el ejercicio.

Pero, ¿desde cuándo? Quizás es mejor tomar sólo algunas cosas al azar,  como cuando plantaba en invierno matas de mutilla en Putúe y gustaba oír el crujido de la escarcha bajo mis pies. En primavera buscaba orquídeas o arrancaba margaritas y en verano degustaba minúsculos racimos de zarzaparrilla bajo la sombra de los hualles  o, mientras vigilaba los queltehues para saber el lugar donde tenían en descampado sus nidos, me entintaba los dientes,  la lengua y todo el tubo digestivo con el maqui. Sí, ya no tengo ese privilegio, ni de la compañía de mis vástagos,
ni del templado clima del sur chileno… ya lo dijo Nicolás Maquiavelo “los hombres olvidamos mas rápidamente la muerte de nuestro padre que la perdida de nuestro patrimonio” y estaba en lo cierto. Pero  nunca tuve un gran patrimonio material, en ese aspecto fui y sigo siendo un hombre pobre, aparte de algunos bienes inmuebles, lo demás era (1)"paja molida". pero mi patrimonio era valioso quizás porque estaba integrado por esas cosas intangibles pero invaluables que hacen henchir el pecho y palpitar más fuerte el corazón.

En el presente, elecciones en Brasil. He asistido estupefacto, atónito al triste espectáculo que ha tramado el oficialismo ateo y marxista liderado por el Partido de los Trabajadores, para no ser desalojados del poder. El uso de la mentira repetida hasta el cansancio; la calumnia gratuita a sus adversarios; la evasión constante de su responsabilidad frente a la realidad de la corrupción desatada, práctica institucionalizada entre sus más altos líderes en sus tres gobiernos; sus esfuerzos solapados, no por indignarse con los corruptos, sino por evitar que sean llevados a juicio o por dificultar que tales actos repudiables salgan a  la luz para conocimiento de toda la nación; el burdo maquillaje de la realidad y la ocultación de las cifras negativas como resultado de sus gobiernos populistas que dicen amar a los pobres pero que en verdad lo único que hacen es implementar políticas de subsidios para que estos aparezcan como saliendo de la pobreza y entrando en el pleno empleo, cuando en verdad sólo se les ofrece un paliativo para mantenerlos en la pobreza y que solo crea dependencia, de la cual será aún mas difícil sacarlos que curar un enfermo terminal de cáncer;  de paso, se los utiliza para asegurar un voto cautivo por el estómago o, si esto fracasa, mediante el terrorismo electoral con la amenaza de dejarlos fuera de dichos beneficios si votan en el adversario, Estas viles prácticas de la sucia y vergonzosa cara de la política exhibida por el P.T. me recuerda casi calcadas las prácticas de la derecha reaccionaria en Chile en el período de la dictadura pinochetista, solo que acá estos reaccionarios izquierdistas cayeron aun mas bajo al usar un lenguaje de cabaret para vilipendiar a sus adversarios, particularmente al social demócrata Aecio Neves. Pobre pueblo brasilero poco informado, ha caído en la celada de la maquinación vil, mentirosa, calumniadora de un grupo de políticos que persiguen sus idearios de asalto al poder validando cualquier estrategia aunque sea contraria a la ética y a la decencia, por sobre los intereses de engrandecer esta nación. Espero ahora que han conseguido mantenerse en el gobierno, que prime la cordura, aunque lo veo difícil, solo un par de días después se han quitado la careta y han sido honestos, creo que por primera vez, al reconocer que ahora su objetivo es conseguir ejercer su hegemonía en todos los ámbitos de la sociedad y democratizar la prensa, esto es, con certeza, ponerle la bota encima bajo la férrea censura del totalitarismo que persiguen; entre otras perlas de similares características.

Yo he sido de izquierda de toda una vida, sin embargo con los años de ver como los "ismos" en este sector se han movido hacia el totalitarismo ateo, populista  e intransigente, me he ido ubicando en el centro; pero siempre he valorado al adversario, porque en la vida se pueden tener posiciones, pero no se es dueño de la verdad, La tolerancia hace bien porque se llega a un justo medio que beneficia a las mayorías e incluye también las aspiraciones de los grupos sociales menos representativos, pero la política hoy en día es así, sucia y artera, el ciudadano común se deja encantar con discursos floreados de promesas y palabras bonitas, pero llenos de solapadas mentiras y palmoteos en las espaldas para asegurar el voto. Y después, hasta la próxima elección, a montar otra historia creíble pero igual de mentirosa, quizás en una nueva circunscripción, para seguir vacunando enfermos de credibilidad y esperanzas.
Si lo digo, es porque se, porque viví en carne propia lo que es ser candidato, solo que yo, cuando lo fui, realmente quise honrar el término, esto es, ser cándido, es decir, traslúcido, sin oscuros rincones de mezquindades y egos. Pero de nada valió, el pueblo, se va por aquellos que despilfarran recursos, ganan espacios en los medios a punta de dinero prestado con intereses de parte de los grupos de poder, quienes  hacen sus apuestas para asegurarse la defensa de sus intereses, cuando el "candidato" se siente en el escaño pretendido.

Pero, volviendo al meollo de este comentario, no es buen negocio llevar el pasado a cuestas como una carga que hace tambalear los pasos del caminante que busca alcanzar sus metas, aquel jirón de sueños que dan sentido a su existencia para no volverse un vagabundo. Si, un saco con recuerdos puede ser tan pesado que nos sea imposible alzar los ojos para otear nuestro destino.  Pero de vez en cuando hay que hacer un alto en el camino,  allí es bueno escudriñar nuestras debilidades, nuestras caídas, los resbalones que nos hicieron alguna vez llegar al fondo del pozo, pero no para lamentarnos por ello, sino para rescatar los aciertos y las fortalezas que nos permitieron levantarnos. Nadie valora mejor la felicidad que aquel que ha experimentado el sufrimiento, ni habrán ojos mas ávidos de luz que aquellos que han estado presos en las tinieblas. Sólo aquél que ha padecido necesidades aprecia cuan dulce es un bocado de pan ganado con esfuerzo.

Quizás, lo que mas dejó huellas fueron aquellas confesiones de mi padre, su pecho herido y su pesada carga heredada. Cuantas veces lo escuché lamentarse por no poder hacer lo que quería, o levantarse una y otra vez para afirmarse apenas en sus piernas que fueron secándose de fuerzas robadas por raros genes pifios y al final, extraviáronse también sus pensamientos ganándose odiosidades de los que no comprendían su decadencia. Cuan rápidamente caía en el olvido su ingenio e inteligencia. Es la vida y sus percances, hay veces que todo parece sonreír pero a la vuelta  del camino están las piedras, los tropiezos. Solo vence aquel que persevera mientras aún le queden fuerzas.

La mirada también hay que dirigirla hacia dentro, escarbando en ese baúl de recuerdos, de emociones, de alegrías, de callados sollozos almacenados en los recodos de la memoria que el tiempo se ha encargado de atenuar bajo el polvo del presente, de la lucha cotidiana por arrancar un minuto mas a la  existencia. Los amores juveniles, mas bien amoríos que no pasaban mas allá de miradas de niño infeliz a la beldad del curso. ¡Ay! Que triste era no ser correspondido. Allí dentro, es donde se vive realmente la vida, se sienten los apegos, las caricias, las bofetadas. Allí es donde se curte la piel que enfrentará el mañana, el temple, la fuerza, el empeño que se pone ante el desafío. Reconozco que algunas cosas me fueron fáciles, aprender solo viendo o escuchando, pocas veces tenía que estudiar o repasar apuntes, es más, desde la enseñanza media, ellos casi no existían y mas de alguna mala calificación me gané por no tenerlos. En cambio en otros aspectos “la sufrí” con vergüenza  y hasta con más de alguna lágrima. Recuerdo el uso obligado de zapatos plásticos un año en la escuela básica, pues mi abuela carecía de recursos para darme unos de mejor calidad. La vergüenza no era por usarlos sino porque después de correr en los recreos mis pies quedaban ensopados y malolientes. Sí, no es fácil enfrentar desafíos cuando escasean los recursos, pero salir a flote es reconfortante. Cuando veo los niños de hoy, cuando los niveles de pobreza se han reducido grandemente, pienso ¿cuáles serán sus  problemas? Parecen ser de una índole muy distinta a los que teníamos en mi generación. Hoy no es el tipo de zapatos sino, de que marca son, ni tener que andar kilómetros a la intemperie días y años por fangosos caminos para escapar de la ignorancia, sino de poder contratar una buena movilización que te lleva de tu casa a las puertas de la escuela. Mayor comodidad es buena, pero no templa el carácter de estos nuevos adultos del mañana y, en aquellos casos donde las normas escasean por padres ausentes, tenemos resultados muchas veces preocupantes por no querer llamarlos aterradores: indolencia, apatía, violencia, vicios, sexismo, falta de identificación sexual, drogadicción y dependencias. ¿Cuán responsables somos los adultos por ello? Yo diría mejor ¿Cuán culpables son algunas disciplinas  como la psicología y particularmente la psicopedagogía del triunfo de la permisividad por sobre la definición de límites claros en el ámbito de la conducta infanto-juvenil? Hay algo que aclarar ahí. Pero mas culpables son aquellos legisladores que se han hecho eco de argumentos probados con forceps para quitar a los padres el derecho de encausar a sus hijos por senderos del bien y de los altos valores de la honestidad y la decencia. El resultado está a la vista; "cracolandias"(2) por doquier, traficantes imponiendo sus normas  de terror y vicio a poblaciones enteras con la venia de policías corruptos y gobernantes timoratos o que también cobran una parte de la “torta”; innúmeros estudiantes viciados que nunca acaban sus estudios sino que acaban nutriendo los bandos delictuales, las estadísticas de muertes violentas, la prostitución, el libertinaje sexual,  y la sobre-población de cárceles  y centros de rehabilitación.

Recuerdo las juntas con los amigos en la plaza de Nueva Imperial y las bromas pesadas que hacíamos a los transeúntes,  como aquella vez que encontramos un “guarén”(3) muerto, lo metimos dentro de una caja de zapatos y la envolvimos con papel de diario, parecía recién salido de la Favorita (la tienda de la esquina); luego la abandonamos en un asiento de la plaza y nos alejamos para ver lo que acontecería. No tardó mucho, un hombre “le echó el ojo” (4) y con disimulo fue hasta la banca y se sentó en la punta opuesta a donde estaba la caja, poco a poco se deslizó sobre la banca hasta quedar sentado junto al paquete, después sin prisa y mirando al entorno de reojo, tomó el “regalo”, lo sopesó y se fue con el a cuestas, mientras yo y mis amigos conteníamos a duras penas la risa que amenazaba salírsenos hasta por los ojos. Imagino la sorpresa que habrá tenido cuando desenvolvió nuestro regalo a la codicia. Hoy lo veo y me recrimino, no era mejor que los políticos que hoy en día venden ilusiones, mientras se cagan de la risa de sus crédulos  indoctos, atiborrándose los bolsillos con gananciales deshonestos mientras sus ilusos codiciosos reciben podredumbre y desgobierno.


Pero un día, cuando ya todo era rutinas  y me era difícil saber si  dormía o vegetaba, después de despabilarme un poco de un empleo que amenazaba corromperme, llegaste vendaval repentino remeciéndolo todo, solo allí descubrí que aún está vivo y que  me esperaban desafíos. El primero vivir con la ausencia de tu partida sin retorno. Luego, al poco tiempo quedé en la calle, sin  hijos, ni patrimonio excepto algo de ingenio, dos manos y algunas herramientas, lo justo y necesario para ir tras mi destino, porque, como bien reza el viejo adagio: “¿Adónde irá el buey que no are? A comenzar de nuevo y a “ponerle el hombro” que la vida continúa, que de amor no se vive ni nadie por amor se muere.

Algunos enlaces dignos de ser leídos: 
a.- http://www.istoe.com.br/reportagens/389182_A+CALUNIA+COMO+ARMA+DE+DESTRUICAO
b.-http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2014/10/17/video-aecio-desfaz-4-mentiras-de-dilma-de-uma-so-vez/
c.- http://www1.folha.uol.com.br/especial/2010/eleicoes/mentirometro-dilma_rousseff.shtml

d) Hoy 7-4-15 agrego un artículo postado hoy en el sito "O Antagonista" sobre el maquillaje de la realidad fiscal: http://www.oantagonista.com/posts/a-maquiagem-das-contas-publicas-por-um-governo-vagabundo


(1) Paja molida: expresión campesina tomada del hecho de que en la cosecha, al aventar en grano, la paja molida se la lleva el viento, y por lo mismo, no sirve, ni siquiera se puede almacenar para forraje, fig: de poca importancia o valor.

(2) Cracolandia: Palabra usada en Brasil para indicar el lugar citadino donde se reúnen los drogadictos sea para doparse, abastecerce de drogas o bien simplemente para pasar el día. Viene de Crac y land, esto es: tierra del crac.

(3) Guarén: Ratón grande, bastante común en el campo chileno que prefiere las acequias y frecuenta los lugares donde se acumulan desperdicios y aguas servidas.

(4) "Hecharle el ojo", Mirarlo, desearlo, codiciarlo, darle una ojeada.

lunes, 11 de noviembre de 2013

La sisi


Generar contenidos a partir de cosas triviales no es cosa fácil, sin embargo no es eso lo que pretendo en estas líneas, sino más bien exponer vivencias, acontecimientos aparentemente intrascendentes pero que tienen algunos matices que los hacen parecer y quizás ser interesantes.


Un amigo me regaló hace varios meses atrás  un gallo, blanco de una raza de aves pequeñas llamadas garnizê.  El gallo solo, intentó migrar para otros lados en busca de compañía, por lo que decidí comprarle una gallina. Feliz el gallo con su compañera comenzaron rápidamente a procrear por lo que a la primera nidada  se sumaron 13 polluelos… De allí que decidí ponerle por nombre Sisi a esa gallinita negra, hábil ponedora y muy buena madre, por dos razones, la primera, porque siempre le dice que sí al gallo, que la monta varias veces en el día. Como estoy instalado en forma provisional en el sitio, por la construcción de la casa, puse un improvisado gallinero hecho de tres placas de techo de fibrocemento, justo al lado de afuera de la mediagua donde duermo. La idea original no era muy buena por los hedores del excremento de los plumíferos, y lo bochinchero del gallo que me despertaba a las 4 de la madrugada con su estridente canto. Pero el problema era que cuando comenzaba a cantar el condenado gallo no paraba más, contaba tandas de 14 cantos repetidos cada dos o tres minutos, luego un breve intervalo de una media hora y de nuevo otra tanda y así pasaba rápidamente  el tiempo obligándome a levantar temprano.  Salvo esos inconvenientes dicha idea no resultó tan fuera de lugar como ya verán.

Me gusta criar animales, siempre he dicho que si tuviera dinero, me compraría un campo para criar vacas, ello porque bajo mi camisa hay una piel curtida al sol en las largas jornadas vividas y trabajadas en el campo que fuera de mis padres, en mi juventud de tiruano.
Descansando bajo la construcción
En la ciudad, dichos gustos no se pueden realizar por lo reducido de las ratoneras donde los humanos acostumbramos a vivir, por lo que, un par de perros y algunas gallinas ya es un lujo. Por ello, ese par de perros cocker y aquellos polluelos me regalan alegrías más que molestias. Sin embargo, una noche mi improvisado gallinero tuvo una visita inesperada, un gambá o zarigüeya quiso cenar con mis gallinas. Cuando el bicho dio la primera dentellada en la cola del gallo, el barullo que éste hizo me hizo saltar de la cama y dar un fuerte golpe de puño a las tablas de la pared que divide el gallinero del lugar donde duermo, además de varios gritos para ahuyentar la raposa. Dicho y hecho, el gambá salió huyendo con unas cuantas plumas en el hocico arrancadas  del rabo del gallo. La sisi por su parte “apretó cachete” (1) con sus pollitos  huyendo despavoridos del lugar. Por desgracia, los perros, que en ese entonces eran tres, en vez de cazar la hábil ladronzuela las emprendieron con los polluelos, dos de ellos murieron en sus fauces esa noche, el resto también acabó muriendo a manos de una perra media “viralata” que tenía, con excepción de dos que se salvaron, un par de bellos ejemplares garnizê, el macho, un  gallito amarillo con cresta baja (rosa) y aretes dorados el cual cambié por un gallo, algo mas viejo para evitar el intercambio de los mismos  genes. La hembra una polluela negra igual a  la sisi, pero con dos aretes blancos bajo sus oídos, Hoy, ya tiene como seis meses y acabó de poner su primer huevo, tan pequeño que parece de paloma. A todo, esto mudé el sitio del gallinero y puse a dormir mi hacienda debajo de una “Caixa de agua”(2),sin embargo el nido siguió ubicado en el antiguo lugar.

Pero esta historia no acaba allí, el gallo original murió atropellado por un vehículo en la calle frente al sitio, pero su herencia quedó latente en los huevos fecundados en la sisi, quien comenzó a poner nuevamente, esta vez, no me comí ninguno de sus huevos, los dejé allí en el nido hasta que la sisi vió que tenía suficientes  y encluecó cuando tenía trece de ellos. El período para empollar es de 21 días, para colmo, el gambá  que ya conocía el sitio donde estaba el antiguo gallinero, vino de nuevo, para ver si esta vez tenía más suerte, y acabar cenando gallina al natural. Ocurrió exactamente lo de la vez anterior, al barrullo de terror de la sisi, fuerte golpe de puño en la pared, el gambá que sale aprisa con el hocico lleno de plumas arrancadas del pescuezo de la sisi, y esta que abandona sus huevos y huye hasta el otro extremo del sito. Me levante en calzoncillos y descalso, como esa noche había luna, pude ver al gambá salir  sin prisas del sitio equilibrándose por el borde superior del muro. Quise arrojarle un ladrillo, pero del otro lado estaba la ventana de mis vecinos, por lo que dejé irse al bicho sin apremio alguno. Los perros por su parte dormían en el otro extremo del terreno. Me vestí y comencé a buscar a la sisi para volverla a su nido pues el frío podía malograr la nidada. La hallé en la esquina opuesta, pero con el susto, la pobre también huía de mí.  Por ello retiré el nido y lo puse en una caja de cartón dentro de la mediagua donde vivo, cuidando de poner sobre ellos un par de camisas que calenté en el horno, repetí esta acción un par de veces hasta que conseguí atrapar a la sisi y ponerla luego sobre sus huevos para que completara la última semana que le faltaban.Así que acabé durmiendo junto a la sisi hasta que los pollitos rompieron el cascarón y más una semana después a causa  del mal tiempo.

Del gambá no supe mas, salvo que dos días después de esa visita, apreció  muerto por los perros de la calle un hermoso ejemplar macho, supongo que fue el mismo que quería cenar gallina escabechada.

En mi largo peregrinar, me he topado con varios casos que para un citadino sería  motivo de espanto, pero, yo me considero campesino pese a que he pasado la mayor parte de mi vida en la ciudad. En una oportunidad, cuando era microempresario de la madera, me pasaron una bodega para pernoctar unos días mientras aserrábamos unas trozas de pino insigne. Puse mi cama a ras de piso en medio de una hilera de sacos de papas a la derecha y de otra de trigo a la izquierda. La primera noche no hubo gran problema, sentía algunos ruidos pero lejos de donde estaba durmiendo. Pero los días siguientes los ruidos de ratones comenzaron a acercarse, los bichos se estaban acostumbrando a mi presencia. Ya por el tercer o  cuarto día, eran tan desvergonzados que pasaban algunas veces a las carreras por encima de mi cama, tenía que apartarlos a patadas. Tuve que arrendar una casa en la ciudad a unos cuantos kilómetros del lugar de la faena para librarme de los guarenes. Por estos días en que la sisi estaba pernoctando dentro de casa con su nube de polluelos (sacó los trece huevos con los cuales se echó, pero lo curioso es que cuando conté los pollitos comprobé que eran trece pero había un huevo huero adicional en el nido, la pilluela puso uno más después que encluecó), me percaté de ciertos ruidos que no eran de la sisi, Un ratón pensé, pues la bolsa con comida de los perros estaba con hoyos, pero no encontraba heces de roedores. Pasaron algunos días cuando de repente, entré de improviso a la mediagua y vi correr un ratón  del tamaño de un guarén “chilensis”, que fue a esconderse bajo mi cama. Me llamó la atención que dicho ratón llevaba al correr su cola levantada, pensé, estos ratones brasileños son distintos de sus parientes chilenos. Desarmé la cama para matar el intruso y se me desapareció, por lo que fui de inmediato a comprar veneno, y comencé a alimentarlo con raticida, se comió los 5 paquetes que compré, y como no lo sentí mas, supuse que estaría moribundo. Una noche, me despertaron los ruidos de pequeños objetos que caían. ¿Será el gambá que quiere acabar con mi gallinero? Me levanté para encender la  luz y justo, allí mismo, al lado del interruptor que acababa de pulsar, estaba el ratón mirándome paralizado equilibrándose en el travesaño donde las tablas del exterior fueron clavadas. Tomé una tuerca grande que había caído al piso  y se la tiré al bicho que cayó al suelo moribundo por el golpe. Para mi sorpresa, el bicho no era un ratón, era un cachorro de Gambá que estaba viviendo a mis expensas. Si me hubiese dado a cuenta antes no le habría dado veneno, habría intentado atraparlo para devolverlo al medio ambiente. Por suerte el bicho no mató ninguno de mis polluelos, pero me apena haberlo confundido con un ratón, de allí la explicación del su cola levantada (tienen una cola prensil parecida a la de los monos, esto es, el último tercio vuelto hacia abajo formando una  especie de hoz [*]


Me enternece como la sisi cuida su prole,
Capeando el sol en el sitio del vecino
me recuerda algunas madres que lo dan todo por sus hijos. Los llama para indicarles “aquí hay comida”  y los pollitos vuelan donde ella está, remueve la tierra,  los guía hacia el sitio del frente, cuyos dueños viven en otra ciudad, y se queda vigilante todo el tiempo pues hay gavilanes y halcones, la he visto enfrentarse a un gavilán para protegerlos. A su señal de peligro, los polluelos corren a esconderse, y cuando escuchan  su clo- clo-clo, les dice que “está todo bien, estoy aquí, no se alejen demasiado”. Los pollitos han crecido y aun comen de mí mano. Se han adueñado del sitio aquel,  cuando buscan el abrigo de la sisi, esta apenas alcanza para dos o tres, y casi la levantan del suelo para quedar bajo sus alas.  Dentro de poco los dejará pues  ya está viviendo la tiranía de sus hijos, ahora ya no va delante de ellos, intenta seguirlos a toda costa para darles sus cuidados y las últimas lecciones…  pero éstos habrán aprendido a cuidarse por si solos.


 Yo también dentro de poco dejaré esta mediagua, para mudarme a la nueva construcción, aunque aún inacabada. Se ve que va a quedar  hecha un  primor. Los dueños con certeza habrán hecho un buen negocio, cuadruplicarán su inversión. Pero yo gané mucho más: si alguna vez deshonré mis dichos, para escuchar al corazón; esta  vez habré honrado mi palabra. Ya podré continuar mi marcha al encuentro con mi destino, aunque pensándolo bien y parafraseando a aquel cantor español: no hay destino, el destino se construye  al caminar. (3)



(1) Apretar cachete: Expresión popular usada en Chile y que significa huir, o salir corriendo. Viene de la idea de que quién quiere comenzar a correr debe endurecer los glúteos para conseguir darle buen impulso y velocidad a sus piernas.
(2) Caixa de agua:  Del portugues, significa literalmente caja de agua y  es un receptáculo usado en Brasil como reservatorio de agua en las casas.  
(3) “Caminante, no hay camino, se hace camino al andar”: Joan Manuel Serrat.
[*] Vean el siguiente enlace donde un  morador de Viamão en Río Grande do Sul, adoptó una camada de cachoros de gambá cuya madre habia muerto: 
https://mariliaescobar.wordpress.com/2011/10/23/morador-encontra-ninhada-de-filhotes-de-gambas-no-rs/

domingo, 25 de agosto de 2013

Eu tenho um sonho...

I’m a dream....
Eu tenho um sonho...

Ontem, sábado 24 de agosto, a minoria preta dos Estados Unidos comemorou os 50 anos daquela famosa caminhada  liderada  pelo pastor Martin Luther King, pela defesa dos direitos  civis dessa minoria.
A historia após ter passado esse primeiro lustro, e a pesar que tal luta tivesse pra Ele o custo da sua vida, mostra pra nos que o sonho de King, ainda não se tem feito realidade. Que se tem progredido e inegável  e, embora que na aparência ante a lei se tem logrado direitos igualitários, na vida do dia a dia das minorias raciais no U.S.A, ainda se percebe recarregada de prejuízos e, na pratica, a igualdades de oportunidades tem virado um mero clichê. Por isso, os poucos pretos que tem alcançado altos cargos nesse país, como por exemplo, o prefeito de Newark (New Jersey), Cory Booker, quem é também candidato  ao senado, disse nesta oportunidade, na mesma praça onde Martin Luther king pronunciara  seu célebre discurso, isto é, na frente do monumento de A. Lincoln, no grande planalto do centro de Washington, que: ”Nossa  geração não pode  ficar-se encadeirada desfrutando dos méritos  e das glorias passadas”, sinalando com isso que a luta pelo sonho de King ainda está vigente porque falta muito por se alcançar. Na sua vez, Eric Holder, o primeiro fiscal geral preto do tal país, agregou que: “A caminhada de hoje não é não pra se lembrar do passado. A América que King sonhou ainda não se tem feito realidade, mais após 150 anos da emancipação, ela fica á nosso alcance”.
Neste aniversario, temos que nos lembrar de que as nossas responsabilidades por ter uma sociedade mais justa, igualitária e inclusiva, não podem perder vigência e nossa atitude de luta jamais pode se relaxar com a droga do conformismo, do conforto, do progresso e especialmente de viver no meio da revolução tecnológica  que leva a muitos a cair na tentação de sonegar  nas metas desejadas hoje (fazer soneca com os louros logrados), como são  “o ser mais”, e particularmente, “ser mais do que meu próximo”, sem  me importar  com os meios que eu use para alcançá-las. Tudo isso, firmado no egoísmo, ou melhor, no individualismo ego centrista que gera inveja, mal-estar e ulceras nervosas  em muitos quando enxergam que os seus próximos sobem degraus mais altos do que eles na escada social. Isto, porque não os pretos só tem sido e são hoje postergados nas muitas partes do globo pelos grupos de poder  na liderança de indivíduos que atribuem-se racialmente maiores prerrogativas  dos que aqueles de outras raças, ou bem de uma outra condição social, como são seus vizinhos que moram nos quintais  traseiros das suas chácaras ou fincas,  ou nas periferias pobres das grandes urbes modernas, ou recluídos em pedacinhos de terra já inférteis  pela sobre-exploração e sobre população depois de inúmeras  partições  resultado de herdar dos pais aos filhos, como são por exemplo, a população originaria da raça mapuche do sul do meu país: Chile. Sim, não se pode abaixar os braços para avançar em prol desse prezado sonho. Mais, esse sonho tem que se conseguir  do jeito como King o ensinou com o seu exemplo: “sem violência”, sem ódios,  sem desqualificar ninguém, sem pretender que nos possuímos  a única verdade e a ultima palavra e, por isso mesmo, temos que ficar despostos  a achar repostas  concordadas a fim  de resolver as nossas diferenças  procurando respeitar sempre o direito de todos, por acima dos privilégios dos alguns.
Hoje olhamos com preocupação como se levam as lutas pelas maiores liberdades ou melhores condições: a violência se tem tomado as ruas e os espaços públicos não são respeitados nem se fazem respeitar pelos quem tem o dever. Ocupar, destruir, quebrar, queimar e ate roubar e assaltar parece ser permitido e identificado com o legitimo direito de protestar o se manifestar  em prol  de uma justa causa. O resultado é um dialogo de surdos, onde o único que se consegue são as estadísticas do número de prendidos pela policia, a quantidade de mortos e feridos sejam manifestantes ou membros das forças do ordem e segurança.
Martin Luther king, ao igual que Nelson Mandela o Mahatma Gandi, nos tem mostrado que é possível obter muito mais atuando com uma conduta serena, livre de ódios  a livre da violência que não leva a nada de bom.

Acabo este comentário com numa outra expressão de King “ninguém nos montará acima, se nos não dobramos as costas”.  A seguir pois então na luta por esse mundo melhor que ansiamos , mais se lembre começar pela sua casa, com  firmeza, com constância, não minta, porque seus filhos aprenderam a mentir; não faça acepção de pessoas, seja tolerante, respeite e escute, e com certeza será respeitado e escutado, não faça maquiagem na sua declaração de impostos , quando  lhe passem uma infracção no transito; não tente pagar ao policial para tirá-la pois seus filhos entenderam que ser isso e normal e aprenderam a ser corruptos, não se atribua  mais valor do que seu próximo, ainda que ele seja um joão ninguém, ou um analfabeto ou alguém com o cor da sua pele distinto da sua. Eu tenho achado mais sabedoria em humildes camponeses do que elevados e fátuos intelectuais.

jueves, 21 de marzo de 2013

La materia oscura brilla tanto que enceguece


Ruego al lector lea brevemente el primer párrafo de mi comentario en “Teoría unificada: Dando palos de ciego”, pues de lo contrario se formará una idea errónea de algunas proposiciones que pueden parecer presuntuosas e hirientes.


Ya en este subtítulo se vislumbra que es la tan misteriosa materia oscura que tiene de cabeza a muchos científicos tratando de descubrir su naturaleza. Creo que las proposiciones que expongo en este comentario pueden ser la bala que  decrete la muerte de aquella teoría o parte de ella que predice que los fotones carecen de masa. Pero antes voy a contar una divertida anécdota.

Mi padre, como todos nos, era un hombre con muchos defectos y alguna que otra virtud. Dentro de los primeros padecía de esa común afección (que yo desde hace varios años también sufro) cuyo nombre científico no recuerdo en este momento y que vulgarmente conocemos como vista cansada, ella primeramente la reconocemos porque cuando leemos, llegado cierto momento (edad), empezamos a tener que alejar el texto para poder ver las letras que queremos leer, lo que nos obliga a usar lentes. Bueno, mi padre un día despotricaba y casi echaba chispas por los ojos  reclamando contra quienes estaban en casa diciendo; ¡quien tomó mis anteojos!. Mi madre en principio comenzó también a tratar de hallar dichos anteojos ya que “el viejo” padeció una extraña enfermedad (paraparesia espástica familiar de Stromberg-Lorraine) que lo tenía por esos años casi en silla de ruedas. De pronto se percató que los procurados anteojos estaban ante los ojos de mi padre, esto es, los tenía puestos.

Parece que esto ha estado aconteciendo a nuestros científicos. Me explico:
Los físicos han calculado el volumen de materia contenida en el universo y sorpresa, las ecuaciones muestran que existe una cantidad bastante mayor que la hasta ahora llamada materia visible, esto es, las miríadas de galaxias, sus planetas, asteroides y las nubes de polvo cósmico. Para poder definir de algún modo a esa materia aparentemente no visible la llamaron materia oscura (también existiría una misteriosa energía oscura antigravitacional responsable de la constante separación o alejamiento de las galaxias). Hay dos cosas que sin percatarse han inducido al error:

1.-  Se ha definido el espacio interestelar como vacío o casi vacío, pero están profundamente errados, dicho espacio esta bastante lleno, repleto de fotones en movimiento,  basta solo observar un satélite artificial, un planeta o una luna para darse cuenta de ello. Si pudiéramos poner por arte de magia un gran pedazo de metal pulido en cualquier punto del espacio, por ejemplo en algún punto del cinturón de asteroides ubicado entre Marte y Júpiter (el punto puede ser cualquiera, aún mas allá del sistema solar, solo que el tamaño del espejo metálico debe ser apropiado al lugar elegido, mas grande a mayor distancia), y lo enfocamos para que refleje la luz que recibe en dirección a la tierra veríamos que dicho espacio aparentemente vacío está siendo barrido por un elevado numero de fotones. No los veíamos porque la gran mayoría de dichos fotones estaban viajando en direcciones distintas a la de nuestros ojos. Ya a velocidades de desplazamiento mucho menores como por ejemplo la que desarrolla una bala de un rifle,  nos es casi imposible verla cuando es disparada. Por otra parte, la vida del fotón en movimiento por el espacio interestelar es casi eterna, si es que no encuentra nada a su paso con que interactuar, así entonces, tenemos que desde los primordios de la creación se han estado liberando fotones muchos de los cuales nos revelan datos sobre el origen mismo del universo, como lo es la radiación de microondas, o como el corrimiento hacia el rojo de los fotones provenientes de estrellas lejanas lo que nos permite deducir que se alejan de nuestra galaxia. Así entonces,  las fuentes  de emisión de fotones principalmente las miríadas de estrellas y sus procesos de nacimiento, desarrollo y muerte, por lo que el espacio interestelar está repleto de ellos. En efecto, miles de ellas ya se han extinguido, pero sus fotones siguen viajando por el universo, muchos de los cuales nos llegan y podemos todavía verlas, sin saber si dichas estrellas existen aún. A veces nuestros astrónomos pueden ver en tiempo real la increíble explosión de una supernova, en ese momento recién sabremos que dicha estrella está próxima a extinguirse, solo que nos hemos enterado de dicho suceso, muchos años luz más tarde.

2.- Se ha estimado que un fotón no tiene masa. No soy un matemático y desconozco la ecuación por la cual los físicos llegaron al convencimiento de que dichas partículas carecen de masa pero creo y cada vez que analizo mas la cuestión, mas me convenzo, que por ahí debe haber algo errado, Si carecieran totalmente de masa debieran viajar a una velocidad casi infinita y atravesarían fácilmente casi todo lo que encontraran a su paso (con las salvedades que se derivan de la carga energética que portan)  

Un sencillo experimento que me deleitaba hacer cuando niño  nos muestra que es difícil aceptar que los fotones carecen totalmente de masa. Cada vez que llegaba una lupa a mis manos, me encantaba enfocar los rayos del sol y concéntralos con la lupa en un punto sobre una hoja de papel, en pocos segundos esta se ennegrece y comienza a arder, y eso solo es posible si hay colisiones y reacciones que implican algo mas que el simple intercambio de energía. Muchos de los fotones contenidos en un haz luminoso son desviados al chocar con una superficie y continúan su vertiginoso viaje en otra dirección, pero algunos interactúan con los átomos de dicha superficie (excepto una extremamente pulida como en un espejo donde casi el 100% es reflejado), o con su capa externa de electrones de modo que algunos son reflejados según su longitud de onda y podemos apreciar el color, otros interactúan con dicha capa y  son absorbidos, ya sea porque han chocado con algún electrón haciéndolo cambiar desde una órbita cercana al núcleo a una mas lejana o de otras formas, procesos que  consumen la energía del fotón. En estas interacciones parte de la energía  de los fotones se disipa en forma de calor. Ahora bien para que un electrón cambie  de órbita se requiere de un cierto empuje, por llamar así a la fuerza que recibe del fotón que colisionó con él. Dicha fuerza no sería enteramente posible si careciera totalmente de masa pues en ese caso lo atravesaría sin provocar efecto alguno, o bien y esto es mas probable, el eletrón no se precipita contra el protón porque existe una barrera de un fotón o fotones que se lo impide como si fuera una capa que define el radio de su órbita.
Ahora bien, los fotones emitidos por una estrella se originan de las reacciones nucleares de la materia que ella contiene y escapan de ella hacia el espacio exterior, dicha estrella necesariamente pierde algo de su masa a lo largo de su prolongada vida en esta continua emisión de fotones. Aunque al parecer la masa de estos parece no existir o es despreciable, a mi juicio debe existir aunque su cantidad sea infinitamente pequeña, pero la suma de los casi infinitos fotones viajando libremente en el espacio interestelar explican la tan  difícil de ver “materia oscura”, Bueno sería que los matemáticos den una revisada a algunos modelos transformados en dogmas como esto de que los fotones carecen de masa y de que el espacio interestelar está vacío.

 El palo final o tiro de gracia que da muerte a esa parte de la teoría que reza que el fotón carece de masa es lo que acontece  en los agujeros negros, estas singularidades (*)“se tragan” toda la materia que pueda caer en su horizonte de sucesos, incluida la luz. Para que ello ocurra, necesariamente los fotones deben tener masa. Por ello discrepo con Hawking en cuanto a que el afirma que dichos agujeros negros decaerían evaporándose mediante la emisión de llamada radiación que lleva su nombre hasta extinguirse completamente en un lapso de miles de millones de años dependiendo de su masa. Yo estimo, que por el contrario, dichos agujeros negros crecerá, hasta hacerse con el tiempo híper masivos, y que dicho comportamiento podría llevar al universo a un periodo de contracción y finalmente al denominado Big Crunch. Esto ha estado siempre ante las narices de filósofos, astrónomos y físicos que estudian el universo, exactamente como los anteojos que mi padre buscaba y que no los hallaba porque los tenía puestos. ¡Que paradoja! Denominar materia oscura a la materia que brilla tanto que enceguece.

Sin duda hay mucho mas que decir sobre lo expresado arriba,  habrá mucha paja que aventar para poder recoger el grano, bueno sería “hincarle el diente y ver si el pastel es digerible”, estoy seguro que así es y que esta gran cantidad de materia viajando libremente por el espacio interestelar, henchiéndolo en forma casi uniforme, es la responsable de la denominada “energía oscura”. Dicho está, ahora es cosa de tiempo para que algún físico lo suficientemente osado e independiente, es decir, no encuadrado en las teorías vigentes, haga  los cálculos, diseñe los experimentos de comprobación y las confirme o rechace. Estoy seguro que valdrá la pena.

La energía oscura:
Es interesante observar el comportamiento de los fotones. Hay diversos procesos o interacciones que los generan pero independientemente de ellas, todos, cualquiera sea su longitud de honda, tienden a alejarse inmediatamente de la fuente de materia que los generó,  ello solo puede tener una sola explicación, tienen antigravedad, esto es, son antigravitacionales. Esta propiedad, de la que los físicos de partículas o nada dicen, es la responsable de que cada vez que chocan con algo material, generalmente “rebotan” y vuelven a continuar su viaje ahora en otra dirección a la misma y máxima velocidad posible esto es 300 mil kilómetros por segundo. Podría pensarse que al chocar su velocidad de desplazamiento posterior debiera ser menor por la brusca parada que deben soportar, sin embargo ello no es así, lo que refuerza la hipótesis de que el fotón es antigravitacional, por cuanto al interactuar fuertemente con el campo gravitacional del cuerpo material alcanzado,éste le repone el impulso o energía necesaria para seguir su veloz viaje. Ahora bien, es posible que la uniforme gran cantidad de fotones en veloz movimiento en el espacio interestelar actúe como si fuese un solo cuerpo material compacto sumando sus pequeñísimas masas y su antigravedad, fuerza esta que contribuye al alejamiento de las galaxias, es decir sería la misteriosa energía oscura. De ser esto así, tendríamos que reformular aquella proposición que aseguran los científicos especializados en agujeros negros que dice que de ellos ni la luz puede escapar de su fortísimo campo gravitacional, por lo que recibieron dicho nombre (negros). En cambio, si la luz es antigravitacional, esta nunca llegará a su horizonte de eventos por la repulsión  que experimentan ambos campos. Ahora bien cuando un agujero negro traga materia, cabria esperar que en su colapso gravitacional esta emita  fotones, si fuera así necesariamente escaparían de él, y como en las observaciones  esto no ocurre (no estoy seguro de que esto sea cierto, he visto algunas fotografías donde agujeros negros emiten chorros o haces de rayos gama), podríamos inducir que  el proceso de destrucción que dicha materia sufre al interior de estas singularidades impide que se generen fotones. Yo agregaría que en estos agujeros el  espacio tiempo se curva tanto que acaba cerrándose sobre dicho agujero por lo que deja de existir haciendo imposible que cualquiera partícula se desplace en su interior. Por cuanto no tiene a donde ir, es mas, dicha partícula allí desaparece como tal por que no tiene espacio ni tiempo donde existir, solo perdura su gravedad, la que se suma a la del resto de la materia ya absorbida por dicho agujero. Esto me obliga a reconsiderar algunas afirmaciones ya hechas,  

DJN – Mariscal, 20 de marzo de 2013.-


El camino a la cima del conocimiento siempre ha estado plagado de dificultades, son muchas las ocasiones en que el hombre en su afán de darse respuestas a las interrogantes que nos plantean los fenómenos que acontecen en nuestro universo, se ha encontrado con grandes murallas que parecen infranqueables, como ha sido actualmente y desde hace más de un lustro, con los esfuerzos para avanzar en dicho camino los que se han visto impedidos por la inexistencia de una teoría unificada para la comprensión de este universo tan especial en que vivimos. Ya Einstein y sus contemporáneos lo intentaron sin éxito, esto es, aún no ha sido posible dar con una teoría que permita compatibilizar la relatividad general de Einstein, con la teoría de la mecánica quántica de la cual también dicho científico es codescubridor. Que se ha avanzado algo, es innegable, pero esos avances no son más que comprensiones laterales, sin conseguir aún subir un peldaño hacia la cima. Cuando esto acontece, es necesario algo más que esfuerzos enceguecidos por los conocimientos alcanzados, es preciso cuestionarlos,  porque quizás son dichos conocimientos los que nos impiden hallar el sendero correcto para franquear dicha muralla y avanzar hacia la cima.

DJN, Mariscal, 22 de marzo de 2013.-

(*) Discrepo con el concepto de singularidad inventado por los físicos para definir aquello que les resulta inexplicable. Creo firmemente que si bien las matemáticas han ayudado mucho a explicar  muchos de los fenómenos del universo, ellas constituyen la gran trampa en la cual han caído al predecir éstas algunas inconsistencias o irrealidades fuera de toda posibilidad lógica, como por ejemplo que 0! es igual a 1.